"O amor nunca desiste, tudo suporta e tudo crê. Na dor jamais se dobra tudo espera pra tudo vencer."
11 de nov. de 2009
Canção das Mulheres
Que o outro saiba quando estou com medo e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não se vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos se precisar ficar um pouco quieta.
Que, se estou apenas cansada, o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a ideia da perda e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade, mas talvez por culpa ou acomodação.
Que, se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo de que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que, se estou numa fase má, o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde, nem dizendo: "olha que estou a ter muita paciência contigo".
Que, se me entusiasmo por alguma coisa, o outro não a despreze nem me chame de ingenua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que, se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro - filho, amigo, amante, marido - não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não posso ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que embora às vezes me esforce, não sou nem devo ser a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa ... uma mulher!
Trecho de uma crónica de Lya Luft
Sou eu..
Sem tirar uma vírgula..
Aliás, são as mulheres!!
Queria que os homens entendessem pelo menos
um parágrafo se quer desse texto... d:)
See you..
Lúú :**
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